Larissa Manoela merece o direito de decidir os rumos de sua carreira fonográfica, sem estar presa a um contrato vitalício que a limita. Conflitos judiciais entre artistas e gravadoras não são novidade na indústria da música, mas o caso da atriz e cantora paranaense chama atenção pela complexidade e pela relação direta com um cenário familiar conturbado.
Aos 24 anos, completados em 28 de dezembro, Larissa luta na Justiça para anular um contrato firmado quando tinha apenas 11 anos com a gravadora carioca Deck, em nome de seus pais, então responsáveis por sua gestão. Esse vínculo foi renovado pela última vez quando a artista tinha 17 anos, ainda menor de idade e sem autonomia para decidir sobre sua carreira.
Atualmente, Larissa busca sua liberdade criativa e profissional por meio de um processo em andamento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O objetivo é desvincular-se do contrato para dar continuidade à sua trajetória musical, lançando novas canções e projetos sem as amarras do acordo firmado na juventude.
Embora contratos tenham força legal, o contexto é inusitado. Rompida com os pais e ex-gestores, Larissa enfrenta um impasse que compromete sua independência artística. A gravadora Deck, detentora do contrato, poderia liberar a artista, mas optou por manter as cláusulas, incluindo uma multa de valor elevado, inviabilizando sua saída.
O último álbum da cantora, A Milhão, foi lançado em 20 de maio de 2022, e, desde então, Larissa não conseguiu avançar na música. Aos 24 anos, não faz sentido que ela permaneça atada a um contrato que restringe suas escolhas e impede sua evolução na indústria fonográfica.
É uma questão de justiça e bom senso. A gravadora não deve ser demonizada, mas o caso de Larissa Manoela é único e reflete os desafios de um jovem talento que precisa recuperar o controle sobre sua própria trajetória.














