O rapper carioca Oruam se manifestou nas redes sociais após ser citado em um projeto de lei que propõe a proibição da contratação de artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil que promovam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas. A proposta, inicialmente apresentada na Câmara dos Vereadores de São Paulo, foi protocolada na Câmara dos Deputados pelo deputado Kim Kataguiri (União-SP).
Em publicação na rede X, Oruam criticou a medida: “Eles sempre tentaram criminalizar o funk, o rap e o trap. Coincidentemente, o universo fez um filho de traficante fazer sucesso, e eles encontraram a oportunidade perfeita pra isso. Virei pauta política. Mas o que vocês não entendem é que a ‘Lei Anti-Oruam’ não ataca só o Oruam, mas todos os artistas da cena”.
Aos 25 anos, Mauro Davi dos Santos, conhecido como Oruam, acumula mais de 13 milhões de ouvintes no Spotify e se destaca no cenário musical com uma mistura de funk, R&B e rap. Suas músicas abordam temas como ostentação, sexo e sua relação com a figura paterna — ele é filho do traficante Marcinho VP.
Em 2024, Oruam consolidou seu nome no trap nacional, chegando a se apresentar no Lollapalooza, onde pediu liberdade para seu pai, preso por crimes como homicídio qualificado, formação de quadrilha e tráfico de drogas. Após o show, ele reforçou sua posição nas redes sociais: “Meu pai errou, mas está pagando pelos seus erros e com sobra. Só queria que pudesse cumprir uma pena digna e saísse de cabeça erguida”, declarou no Instagram.














