Nos últimos meses, Gusttavo Lima tem sido destaque tanto no cenário musical quanto no noticiário político. O cantor mineiro chegou a manifestar publicamente o desejo de disputar a Presidência do Brasil em 2026, mas suas recentes decisões artísticas indicam que a política pode ficar em segundo plano.
Ao mesmo tempo em que cogitava ingressar na vida pública, Gusttavo Lima vinha traçando um plano ambicioso para expandir sua carreira no mercado latino de língua hispânica. O projeto tomou forma com a assinatura de um contrato com o selo 5020 Records, vinculado à Sony Music Internacional, e com a parceria com Dody Sirena, empresário responsável por gerenciar a carreira de Roberto Carlos por três décadas.
O cantor já trabalha na gravação de um álbum audiovisual em espanhol, previsto para 2025. O projeto inclui faixas inéditas no ritmo da bachata, gênero dominicano que se encaixa na sonoridade pop sertaneja do artista. Além disso, a presença de Gusttavo Lima na Sony Music pode facilitar colaborações com grandes nomes da música latina, como Shakira, também contratada pela gravadora.
Expandir uma carreira internacional exige tempo e dedicação. Para alcançar reconhecimento fora do Brasil, Gusttavo Lima precisa se estabelecer em mercados estratégicos, como Miami, um dos principais polos da música latina. Por outro lado, uma candidatura à Presidência demandaria foco total no Brasil, tornando os dois projetos praticamente incompatíveis.
Diante do anúncio de sua nova fase musical e da estrutura que vem sendo montada para sua entrada no mercado hispânico, tudo indica que a política ficará apenas no campo das ideias. O cantor parece ter feito sua escolha: o palco internacional fala mais alto do que as urnas.














