A Comissão de Arbitragem da CBF reconheceu, por meio de parecer técnico do Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais (CCEI), um erro na marcação do pênalti que decretou a derrota do Sport para o Palmeiras por 2 a 1, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, no último domingo, na Ilha do Retiro.
De forma unânime, os especialistas — Nicola Rizzoli, Néstor Pitana e Sandro Ricci — consideraram equivocada a decisão do árbitro Bruno Arleu de Araújo ao assinalar a penalidade aos 42 minutos do segundo tempo, em lance envolvendo o lateral-direito Matheus Alexandre e o meia Raphael Veiga.
O parecer aponta que o contato foi “leve e inevitável”, considerado acidental e fruto da dinâmica natural da jogada, não havendo justificativa para a marcação. Segundo o CCEI, o árbitro deveria ter revisto a decisão com o auxílio do VAR.
Curiosamente, essa conclusão vai de encontro à análise da equipe de arbitragem na cabine do VAR, divulgada após a partida. Na gravação, Bruno Arleu afirma: “Na hora que ele faz o tique-taque, ele toma o toque”, sendo endossado por Rodrigo Nunes de Sá, árbitro de vídeo, que, mesmo reconhecendo que a trajetória da bola não foi alterada, sustentou a marcação.
Diante do parecer do comitê, a CBF decidiu afastar por tempo indeterminado os dois árbitros envolvidos: Bruno Arleu e Rodrigo Sá.
Indignado com a decisão de campo e com suas consequências, o Sport informou que deve protocolar, nesta terça-feira, uma representação junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O clube rubro-negro solicita uma investigação sobre a conduta da equipe de arbitragem, buscando apurar possíveis infrações passíveis de punição.














