Após mais de 25 anos à frente do Exaltasamba, o cantor Péricles relembrou a difícil decisão de deixar o grupo no auge da carreira para seguir em voo solo. Em entrevista ao canal Prosperidade 360º, apresentado por Luiza Possi, o artista falou sobre o impacto da mudança e os desafios enfrentados nos primeiros passos fora da banda.
“Foi como pular num abismo, sem saber o que havia no fundo”, contou. “Para certos momentos da vida, você tem que ir com medo mesmo. E foi isso que procurei fazer. No começo, eu não tinha banda, não tinha configuração… era tudo do zero.”
O Exaltasamba, um dos maiores nomes do samba e pagode no Brasil, foi fundado nos anos 1980. Em 1986, Péricles, que se apresentava em rodas de samba no ABC paulista, entrou para o grupo, onde se tornou um dos pilares da formação até sua saída, em 2012.
“A gente estava vivendo o melhor momento da carreira: ganhando prêmios, com shows lotados, tudo maravilhoso. Mas foi aí que veio o pensamento: ‘Talvez seja hora de parar’. Parar no auge é o que fez com que o respeito ao nosso trabalho se mantivesse até hoje”, destacou.
Apesar da convicção, os primeiros passos como artista solo foram desafiadores. “Eu tive que me transformar em um entertainer da noite para o dia. No Exalta, cada um tinha seu momento. Sozinho, eu precisava segurar a atenção do público por uma hora e meia, e no começo, foi sofrido.”
Mas foi justamente o desconforto que impulsionou a evolução. “O medo me jogou dentro do problema, e eu resolvi. Não dá pra se sentir parado. É preciso buscar, lançar músicas novas, agradar quem já me acompanha e também conquistar quem ainda não me ouviu. É isso que me move.”














