Antes mesmo do início da temporada de 2024 da Fórmula 1, Lewis Hamilton surpreendeu ao anunciar sua saída da Mercedes em 2025, com destino confirmado para a Ferrari. Meses após o anúncio, a equipe britânica oficializou a contratação do jovem piloto Andrea Kimi Antonelli. No entanto, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, admitiu que a mudança de Hamilton dificultou as negociações, já que pilotos como Lando Norris e Charles Leclerc haviam renovado com suas respectivas equipes dias antes da decisão de Hamilton vir à tona, reduzindo as opções de Wolff para uma substituição de peso.
“Isso não me deu tempo para reagir adequadamente. Tive que realizar uma ligação urgente para nossos parceiros e provavelmente perdi a chance de conversar com outros pilotos, como Charles Leclerc e Lando Norris, que renovaram contrato pouco antes”, confessou Wolff.
O austríaco ainda revelou o impacto da saída do heptacampeão não apenas nas decisões estratégicas, mas também no aspecto comercial da equipe. “Isso nos colocou em uma situação complicada. Mas, pessoalmente, não levo para o lado emocional; foi uma decisão de negócios”, explicou.
Em seu livro recém-lançado, Inside Mercedes F1: Life in the Fast Lane, Wolff menciona que já esperava uma possível saída de Hamilton, embora tenha ficado intrigado com a escolha do piloto de se mudar sem a certeza da competitividade de uma nova equipe. Em paralelo, Hamilton declarou que a despedida é um desfecho positivo: “Sinto que estou encerrando um relacionamento que estava funcionando bem, mas ainda há muito respeito entre nós. Estou saindo por mim, não por falta de fé na equipe”.














