Às vésperas do sorteio da Copa do Mundo de 2026, que acontece nesta sexta-feira (5), a Fifa divulgou entrevistas com nomes históricos do futebol. Entre eles está Kaká, campeão mundial com o Brasil em 2002. O Mundial será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá — a primeira edição com 48 seleções, distribuídas em 12 grupos.
Kaká relembrou suas primeiras memórias de Copas e a expectativa pelo evento. “Minha primeira lembrança é de 1990. Já em 1994, eu aproveitei muito porque o Brasil foi campeão. Eu tinha 12 anos e, desde então, acompanho tudo — Copa, sorteio, convocações”, afirmou.
O ex-meia participou de três edições do torneio (2002, 2006 e 2010) e contou como sua relação com o Mundial mudou após a aposentadoria. “As Copas que joguei têm um peso maior, porque eu estava vivendo aquilo. Agora, que não estou mais em campo, assisto como torcedor.”
Ele também comentou a ansiedade pelo sorteio. “É aquela expectativa boa: quem vai enfrentar quem, quais serão os grupos, qual será o famoso grupo da morte.”Passagem pelos Estados Unidos
Ídolo do Orlando City, Kaká jogou três temporadas na MLS, somando 77 partidas, 25 gols e 5 assistências. Ele destacou a vivência no país. “Foi uma experiência muito legal. Uma das coisas que mais gostei foi conhecer as cidades americanas. Muitas vezes eu viajava antes e conseguia passear, aproveitar e sentir a atmosfera local.”
Entre os lugares que marcaram sua passagem, ele citou Chicago e Seattle. “Chicago foi incrível. Seattle, surpreendente — linda, com muita história e empreendedorismo.”
Kaká mencionou ainda outras sedes do Mundial, como Miami, Atlanta, Nova York, Los Angeles, Houston, Dallas e Kansas. “Cada lugar tem sua identidade dentro da grande cultura americana. Vai ser interessante ver tudo isso durante a Copa.”
Vivências no Canadá
O ex-jogador também recordou sua experiência no país por meio da MLS. “Joguei em Toronto e Montreal,mas não em Vancouver. Toronto é uma cidade-sede incrível. Guardo muitas boas memórias”, disse.
Ele acredita que a população canadense e americana abraçará o torneio. “Quem jogar lá vai viver experiências inesquecíveis.”
Crescimento do futebol na América do Norte
Kaká avaliou ainda o desenvolvimento da MLS. “Hoje a liga é muito grande. Fico feliz por ter participado de uma fase importante desse crescimento. O país entende melhor o que é o soccer.”
Segundo ele, torneios de pré-temporada e a presença constante de clubes europeus contribuíram para esse avanço. “A globalização acelerou tudo. Grandes clubes vieram jogar aqui, e o público passou a acompanhar mais as ligas europeias.”
Por fim, o ex-meia falou sobre o legado que a Copa de 2026 pode deixar. “O principal legado é o crescimento do futebol no país e a oportunidade de transmitir valores. Você pode competir sem transformar o adversário em inimigo. É união de povos, trabalho em equipe, liderança e disciplina.”














