Com mais de 40 anos de carreira e consolidada como uma das vozes mais potentes da música brasileira, Daniela Mercury, 60, está prestes a lançar seu novo álbum de estúdio. Intitulado “Cirandaia”, o disco chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (17) e reúne grandes nomes da música nacional, como Alcione, Dona Onete, Zélia Duncan e Geraldo Azevedo.
Misturando alegria, ritmo e mensagens profundas, o projeto transita entre temas urgentes como mudanças climáticas, amor e a luta pela sobrevivência do planeta. Com um olhar político e artístico afiado, Daniela destaca que a arte precisa ser mais do que uma mensagem: precisa emocionar.
“Ela [a arte] é uma aliada da humanidade. Precisa ser feita com beleza, letra bonita, boa execução. Senão vira panfleto. A arte exige coragem”, afirma a cantora.
Conhecida por hits que atravessam gerações, Mercury reforça que sua obra sempre refletiu sua vivência como mulher, cidadã e nordestina. E com “Cirandaia”, não seria diferente:
“Era impossível não trazer comigo os gritos de resistência, de afirmação, os incômodos com ditadura e autoritarismo. Faço isso de maneira alegre, rítmica, às vezes mais contida. Chegar até aqui não foi fácil”, diz.
Ela relembra que, no início da carreira, o público nem sempre percebia a mensagem por trás de músicas como “O Canto da Cidade”, mas que, com o tempo, essas canções ganharam dimensão global:
“As pessoas cantavam sem saber do que se tratava, e isso foi se internacionalizando. Essa é a verdadeira mágica.”














