Antes de dedicar sua vida ao sacerdócio, o padre e cantor Fábio de Melo, 53 anos, teve uma trajetória curiosa: ele trabalhou na organização do Carnaval. Durante cinco anos, ele desenvolveu projetos para carros alegóricos e enredos, uma experiência que ele relembrou com admiração durante uma entrevista ao programa The Noite com Danilo Gentili, exibida nesta sexta-feira (6).
“Eu trabalhava no Carnaval antes de entrar para o seminário. Fazia projetos de carros alegóricos e desenvolvimento de enredos”, contou. Apesar de ter escolhido seguir a vida religiosa, o padre diz que mantém o respeito e a admiração pela festa.
“Acho o Carnaval uma expressão cultural fantástica. É fascinante contar uma história por meio de alegorias e pessoas fantasiadas. Colocar algo na avenida e transmitir uma narrativa — seja sobre um fato, uma cidade ou uma história — por meio da arte cênica é algo que me encanta”, destacou.
Fábio de Melo relembrou que, na cidade onde nasceu, Formiga, em Minas Gerais, o Carnaval era uma celebração vibrante, com cinco escolas de samba competindo entre si. No entanto, lamenta que a tradição tenha se enfraquecido ao longo do tempo.
O padre também revelou que estava prestes a iniciar um estágio na escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, no Rio de Janeiro, quando decidiu ingressar no seminário.
Desde pequeno, Fábio sentia o chamado para o sacerdócio, brincando de realizar missas com amigos. Sobre a aparente contradição entre a Igreja e o Carnaval, ele refletiu: “É bom quando você consegue escolher uma realidade sem desprezar a outra. Descobrir o que é realmente essencial é libertador. Eu gosto do Carnaval, mas ele não era essencial. Ser padre, por outro lado, é algo sem o qual eu não saberia viver.”














