O humorista Léo Lins, 42 anos, foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal (TRF), que reverteu a condenação anterior de oito anos e três meses de prisão relacionada a piadas consideradas preconceituosas. A decisão modificou o entendimento da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que havia determinado pena em regime fechado, além de multa e indenização por danos morais coletivos.
Natural do Rio de Janeiro, Leonardo de Lima Borges Lins iniciou a carreira no stand-up comedy em 2005. Ele ganhou projeção nacional em 2008 ao participar do quadro “Quem Chega Lá”, no programa Domingão do Faustão, da TV Globo, tornando-se finalista da competição que revelava novos humoristas.
Ao longo da trajetória, integrou o elenco do Legendários, apresentado por Marcos Mion, e também participou do talk show The Noite com Danilo Gentili, no SBT, onde permaneceu até julho de 2022. Antes disso, trabalhou com Danilo Gentili no programa Agora É Tarde, exibido pela Band.
Paralelamente à carreira na televisão, Léo Lins mantém um canal no YouTube com mais de 1 milhão de inscritos.
O humorista, no entanto, acumulou polêmicas ao longo dos anos por conta de piadas que geraram críticas e acusações de preconceito. Sua saída do SBT ocorreu após comentários feitos sobre o Teleton, maratona beneficente voltada à AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).
No processo que resultou na condenação em primeira instância, o Ministério Público Federal apontou que um vídeo publicado no canal do comediante continha falas discriminatórias. Além da pena de prisão, a decisão previa multa equivalente a 1.170 salários mínimos de 2022 (cerca de R$ 1,4 milhão) e indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos — punições posteriormente revertidas pelo TRF.













