A conquista de Vini Jr. como melhor jogador do mundo pela FIFA enche os brasileiros de orgulho. Após 17 anos, um atleta do país alcança o topo do futebol mundial.
Ao mesmo tempo, surge uma inevitável reflexão: por que Neymar nunca chegou lá?
Não há uma resposta única, mas todas apontam para um ponto central: durante sua trajetória na Europa, Neymar e seu estafe tornaram o desejo de ser eleito o melhor do mundo uma obsessão.
A diferença é sutil, mas crucial: focar em ganhar o prêmio e focar em ser o melhor são objetivos distintos. E, para alcançar o primeiro, Neymar buscou atalhos.
Sua saída do Barcelona para o PSG exemplifica isso. A mudança foi impulsionada pela ideia de que ele jamais seria o protagonista no mesmo time de Messi. Mais do que um contrato bilionário, a transferência visava abrir caminho para conquistas individuais – como a Champions League – sem a sombra de Messi ou Cristiano Ronaldo.
O plano quase deu certo em 2020, quando Neymar levou o PSG à final da Champions, mas o título escapou para o Bayern de Munique. Agora, sete anos depois, ele enfrenta o desafio de retomar sua carreira no Al-Hilal, da Arábia Saudita, afastado há mais de um ano da seleção brasileira, em meio a lesões e polêmicas.
Vini Jr., por sua vez, prova que excelência no futebol não aceita atalhos – é preciso dedicação, paciência e trabalho contínuo.














